Apenas 25% da frota pública utiliza cartão magnético para controle de gastos com combustível

Dos 16 mil veículos da frota pública do Paraná, apenas 4.032 estão utilizando o cartão-combustível para suas despesas com gasolina comum, etanol e diesel/S-10 – ou seja, 25% aderiu ao novo sistema de controle. Dados da Secretaria de Estado de Administração e Previdência (Seap) apontam que antes da novidade os gastos com combustível da frota beiravam R$ 36,8 milhões por ano (R$ 190 por veículo/mês).

O governo esperava economizar de 15% a 20% ao adotar o uso de cartão magnético na frota, mas de julho até agora os números apontam para uma queda de somente 5%. Considerando que o cartão combustível só passou a valer dois meses atrás, e até agora já foram computadas despesas de R$ 1,45 milhão, chega-se num gasto médio mensal de R$ 180 por veículo. Dez reais a menos que o número registrado anteriormente.

Essa é a dedução mais simples que pode ser feita a partir dos dados divulgados nesta quarta-feira pela Secretaria de Estado de Administração e Previdência (Seap), em resposta a um pedido de informação protocolado pelo Livre.jor. “O sistema teve o início da operação no mês 07/14, sendo que até a presente data, 4.032 cartões transacionaram, perfazendo o total de gastos na ordem de R$ 1.451.806,44”, explica a Seap.

O objetivo do governo era unificar essa despesa em um sistema único, operado pela empresa baiana Nutricash, que venceu a licitação para prestar o serviço. O contrato prevê que no mínimo 926 postos de combustíveis sejam credenciados ao novo sistema, sendo que nas grandes rodovias haja como reabastecer a cada 100 km, se necessário. Antes, o Departamento de Transportes da Seap (Deto) operava parte desse controle, além de cada órgão ter uma contabilidade suplementar para o gasto com combustível. Pelo visto, falta migrar bastante gente para o novo sistema.

Se a “modernização” anda devagar, a promessa de transparência soa interessante. “A ferramenta dispõe de diversos relatórios gerenciais onde é possível se ter conhecimento dos dados do abastecimento, como data, hora, local, condutor, quantidade de litros abastecido, tipo de combustível, órgão usuário, estabelecimento onde abasteceu, preço por litro, preço total da operação, média de consumo por litro, dentre outros. O que permite se ter em uma base única de dados, os controles de gastos por veículo, por condutor, por Órgão e total do governo do estado”, diz a Seap. Ora, imaginamos que serão dados públicos e que poderão ser consultados via lei de acesso à informação (sim, faremos outro pedido de informação requisitando a relação completa em janeiro de 2015).

Segundo a Seap, funciona assim: o condutor do veículo, previamente cadastrado no sistema, deverá se dirigir ao posto de abastecimento participante da rede credenciada, fornecer ao frentista o cartão de abastecimento do veículo, informar o número do odômetro do veículo no ato do abastecimento e digitar no POS da Rede o seu código de matrícula e senha (que são individuais e intransferíveis) para que se efetive a transação. “O cartão de abastecimento não é do servidor e sim individual por veículo que compõe a frota do governo do Paraná”, reiteram. ‘Os preços praticados são os mostrados na bomba, à vista, e limitadso ao valor médio da ANP vigentes na semana, no município ou região onde está sendo realizado o abastecimento”, completam.

Notícia sobre isso aqui (sim, o governo tirou do ar o conteúdo, mas dá para ler tudo nas cópias “em cachê” mantidas pelo Google).

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