Boldo ou camomila? Confira o edital de R$ 63 mil em saquinhos de chá da Câmara

A câmara federal quer comprar chá, e para isso lançou edital de até R$ 63.442,20 para “suprir o estoque de material de uso contínuo, distribuídos pelo Almoxarifado às copas” da casa de leis. Para garantir as bebidas quentes de “autoridades, servidores e visitantes”, a câmara vai comprar 27,3 mil caixas de chás.

Com dez saquinhos em cada caixa, serão 273 mil unidades, quantidade suficiente para preparar 54,6 mil litros de chá, uma vez que cada saquinho pode render 200 ml de bebida, segundo site de fabricante de chás. De acordo com o edital de licitação, a quantidade foi definida por base no consumo da casa entre os anos de 2012 e 2016, “”aplicando-se a fórmula de cálculo constante no Manual de Gestão da Câmara dos Deputados, nos termos da Portaria 96/2010”.

E tem chá de quê? A considerar as especificações do edital, o que mais se consome na casa é o chá de Erva Doce, cuja quantidade ser comprada será de 5,4 mil caixas, seguido de hortelã, com 5,3 mil unidades. Depois vêm camomila e capim cidreira, com indicação de compra de 4,4 mil caixas de cada sabor, e chá de frutas, com compra de 4 mil unidades.

Na lanterna do gosto dos parlamentares, servidores e visitantes da câmara estão os chás de boldo e chá preto, cuja compra será de 1,7 mil caixas de cada sabor. Confira a íntegra do edital no site da câmara federal. Com essa, está servida mais uma edição do #ComprasDaSemana. Veja abaixo mais dois editais.

TCE pode gastar até R$ 1,8 milhão para ampliar estacionamento – o Tribunal de Contas lançou edital para construção de mais cem vagas de estacionamento do órgão no Centro Cívico. Segundo o edital para a licitação, o custo da obra pode chegar a R$ 1.827,141,40, ou seja, pouco mais de R$ 18 mil por vaga.

A construção do novo espaço abrange uma área de 2.200m². Com o aumento das vagas, o TCE passará a ter 343 espaços para carros no estacionamento. As novas vagas correspondem a um aumento de 40% no estacionamento do órgão. Pelos números indicados no edital, daria para alocar veículos de metade dos servidores efetivos do órgão.

Pelo edital, são “cerca de 750 funcionários efetivos, 170 estagiários, além de, aproximadamente, 100 funcionários terceirizados”. A obra de ampliação, pela justificativa no edital, é “uma demonstração de respeito aos servidores do TCE”, e atende demanda dos trabalhadores do órgão, uma vez a “a grande maioria utiliza veículo próprio como forma de deslocamento”. Veja o edital no site do TCE-PR

Até R$ 664 mil em divisórias para o governo – em ata de registo de preços publicada no Diário Oficial da Indústria, a secretaria da administração aponta que pode gastar até R$ 664 mil em divisórias para vários órgãos e secretarias do executivo estadual. Como é por registro de preço, o custo pode ser menor, bem como o total de divisórias, uma vez que não há obrigatoriedade do governo em comprar todo o material cotado.

O valor indicado na ata de registro já é resultado da licitação. O total máximo indicado no edital original, pelo qual o governo estava disposto a pagar para a compra dos materiais, era de R$ 813 mil.

Pelo edital e pela ata de preços, pelo valor do lance vencedor o governo pode adquirir 711 m² de divisórias, ao preço unitário por metragem variando entre R$ 584 e R$ 863, além de 29 portas de madeira e 16 portas de vidro. Leia o edital no site da transparência do governo estadual

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