Brasileiros iriam às ruas contra corrupção e pelo afastamento do presidente

Paulo Pinto

“Primeiramente, Fora Temer”? Não. Ao menos de acordo com pesquisas realizadas pelo governo federal em junho passado acerca da opinião de brasileiros com relação as manifestações nacionais. Ao serem questionados sobre o movimento que os levariam às ruas, em primeiro lugar, com 78% das indicações, seria para protestar contra a corrupção. Somente depois, com 64% das indicações – não cumulativa- seria pelo afastamento do presidente.

As duas pesquisas são quantitativas e foram realizadas por telefone pelo Ibope. A empresa detém dois dos três contratos para realizar levantamentos de opinião para a secretaria de comunicação (Secom). Desde janeiro já recebeu R$ 1,4 milhão para realização destes tipos de pesquisas, algumas já publicadas no Livre.jor.

As pesquisas, segundo a Secom, foram realizadas com o objetivo de conhecer as percepções dos brasileiros sobre o “momento político do país, destacando a conjuntura de tensões que desenham o cenário de crise”. As duas pesquisas foram realizadas nos dias 23, 24 e 26 de junho, por telefone e com amostras de todas as unidades federativas (pesquisa I e pesquisa II). No entanto, segundo o Ibope, com metodologia diferente, sendo que uma delas foi realizada em duas etapas.

Mesmo com métodos diferentes, a conclusão apresentadas em ambos os levantamentos apontam que “mais da metade dos entrevistados se declara de alguma forma pessimista em relação ao futuro do Brasil”, e que “a maioria do público abordado avalia negativamente o desempenho atual do Governo Federal (ruim ou péssimo). A desaprovação do desempenho atual do Governo Federal é de três quartos das respostas”.

De acordo com as pesquisas, 91% dos entrevistados sabem quem é o presidente, e 79% desaprova o governo federal, 77% acreditam que as manifestações de rua são a maneira adequada da população cobrar mudanças.

E por quais motivos iriam ruas? Além de “contra a corrupção” e “pelo afastamento do presidente” conforme já apontado, os entrevistados ainda apontaram que iriam “contra a reforma trabalhista” e “contra a reforma da previdência”, ambos com 62% das indicações, e na lanterna das respostas, participariam de manifestações por “eleições diretas”, com 56% das indicações. Quanto ao posicionamento político, cerca de 45% apontaram ser de centro.

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