No trabalho há um mês, 20 deputados do PR ainda não apresentaram projetos de lei

Desde que o novo mandato dos 54 deputados estaduais iniciou na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) foram apresentados mais de uma centena de projetos de leis. Na média, daria dois projetos por parlamentar. Na prática, apenas 60% dos deputados protocolaram projetos junto à Casa de Leis.

Os políticos mais antigos de Casa assumiram a liderança em termo de projetos apresentados. São responsáveis por 75% da produção legislativa até agora. Empatados em primeiro lugar estão os deputados Anibelli Neto (MDB) e Ricardo Arruda (PSL), com 11 projetos cada, seguidos da Cantora Mara Lima (PSDB) e do Professor  Lemos (8) com 8 projetos cada.

Dentre os dez parlamentares com maior número de projetos, dois calouros na Alep estão na lanterna da lista, com 3 projetos cada. São eles os deputados Michele Caputo e Alexandre Amaro.

Dos projetos protocolados, 27% são para incluir festas em calendário oficial do governo estadual, concessão de título, para nomear logradouros e prédios públicos, e denominação de utilidade pública a instituições e organizações.

2 comments

  1. Deveria ser de conhecimento dos meios de comunicação e dos profissionais jornalistas que a atuação de um deputado estadual não é somente apresentação de projetos de lei. O parlamentar deve fiscalizar, representar segmentos da sociedade, pleitear benefícios à população junto ao governo estadual e demais. Este tipo de reportagem só motiva o parlamentar a apresentar projetos de lei que são inúteis, como título de cidadão honorário, homenagens, dias comemorativos a determinadas profissões ou classes, inclusão de festas em calendários oficiais, e outros.
    Com a sede de aparecer na mídia, mais deputados vão apresentar um excesso de inutilidades e o jornalismo contribuindo para manter o funcionamento desta política arcaica. É certo cobrar uma nova política, mas porque não fazer um novo jornalismo?

    1. Olá, Cláudio. Tudo bem? De fato, apenas apresentação de projetos não necessariamente é um parâmetro de “produtividade” para análise do rendimento dos parlamentares. E tampouco foi o objetivo nosso com a matéria. A ideia era analisar de algumas forma entre “antigos” e “novos” nesta linha como andam as apresentações. Sobre a pressão que a visibilidade pode gerar para que o parlamentar apresente projetos não tão “relevantes” assim, concordo em partes. Quem acompanha outras legislaturas sabe que na prática interesses com os próprios eleitores e fazer média com a base eleitoral são pontos que pesam muito mais…na matéria, ao final, ressaltamos esse percentual como forma de alertar que há o parâmetro da “qualidade” aí também. No mais, é sempre bom contar com colaborações, críticas e sugestões por aqui. Nos ajude a aprimorar essa cobertura. Que acha interessante abordarmos ou qual forma seria mais adequada, ao seu ver, para analisar tais dados? Att

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