Livre.jor na Bandnews: 10,5% das operações da GM são para proteger o patrimônio público

Desde 2009, a Guarda Municipal de Curitiba (GMC) realizou 162.152 atendimentos na cidade. Isso segundo dados recém disponibilizados pela prefeitura em seu portal de dados abertos. O centro da cidade é onde a Guarda Municipal mais atua. Nestes quase seis anos foram mais de 23 mil ocorrências atendidas na região. A Cidade Industrial, o Sítio Cercado, o Cajuru e o Boqueirão completam o top five dos bairros onde a Guarda mais atende a ocorrências.

Em 1986, quando a GMC foi criada, o principal objetivo era evitar as depredações ao patrimônio público municipal. Hoje em dia, essas abordagens, classificadas na base de dados como dano em equipamento público municipal, representam apenas 7,7% de todos os atendimentos da Guarda. Somadas às ações de invasão e furto de equipamentos públicos, a proteção dos bens municipais é o motivo de 11% das ocorrências da GMC.   Se forem somadas as abordagens por dano ao patrimônio público e privado, apoio a ações de outras secretarias ou forças policiais, perturbação do sossego e ocorrências envolvendo animais, drogas e roubos, chega-se a 62% de toda a atuação da guarda municipal.

Um tipo de abordagem curiosa – que é a quarta mais comum – é a envolvendo animais. Nesses seis anos disponíveis na base de dados, a Guarda atendeu mais ocorrências envolvendo animais que envolvendo drogas e roubos, por exemplo. A maioria desses casos é sobre cães soltos em vias públicas e maus tratos aos bichos. Mas, tem aí também, 25 atendimentos nestes anos que envolveram reclamações por fezes de animais domésticos em vias públicas.

Os dados mostram também que a piazada de Curiitba dá bastante trabalho. De 2009 até hoje a já foram atendidas 345 ocorrências de gente surfando em cima dos ônibus; 222 de pipas com cerol e 106 de rabeira no transporte coletivo.

Assédio sexual

Um número que chama à atenção é o de denúncias de assédio sexual. Em 2015, a Guarda já registrou 59 abordagens deste tipo. Olhando isoladamente este número parece baixo, mas em 2009 foram apenas 10, em 2014, 28, e agora quase 60. Pelos dados não é possível explicar o motivo deste crescimento, mas há hipóteses: pode ser que seja pela criação da patrulha Maria da Penha, especializada no combate a violência contra a mulher; pode ser que seja um aumento nas denúncias por conta de campanhas contra o assédio; ou no pior dos cenários, pode ser que os números de casos de assédio sexual estejam, de fato, crescendo na cidade.

Para escutar a coluna, clique aqui.

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dois + 17 =