Pra qual Moro o poeta Michel Temer pediu socorro? #LivreLABeSolto

Existem 18 exemplares do livro de poemas “Anônima Intimidade”, do poeta Michel Temer, à venda nos sebos da Estante Virtual. Em média, custam R$ 30. Foi publicado em 2012, pela Topbooks, com prefácio de Carlos Ayres Britto, ex-ministro do STF. Sim, se você curte uma teoria da conspiração, as páginas estão recheadas de matéria-prima.

Neste #LivreLABeSolto o objetivo é falar da poesia “Socorro” – que esta seção do nosso sisudo projeto tem compromisso com a especulação. Só que antes disso, que tal lermos “Passou”: “Quando parei/Para pensar/Todos os pensamentos/Já haviam acontecido”. Ou “Saber”: “Eu não sabia/Eu juro que não sabia”. E tem também “Tempo que passa”:

“Deixo que o tempo passe.
E que os papeis
Percam atualidade.
Superados, rasgo-os.
Também assim
Nas relações.
Deixo que o tempo as consuma.
Exauridas, elimino-as”.

Na página 110, já no final da poesia “Socorro”, em que o atual presidente lista escritores e pessoas que o inspiram, Temer escreve: “Vocês, de hoje,/Kaled, Hatoum, Moro,/Ruiz/ Vocês, que já me/Alimentaram tanto,/Socorro!/Vinde a mim, novamente./Preciso escrever!”. Moro, Moro, Moro… de quem será que fala o poeta? Será Javier Moro, que escreveu “Senderos de Libertad”, sobre Chico Mendes? Ou Sérgio Moro, que de 2007 a 2012 trabalhou no caso Banestado e, no ano de “Anônima Intimidade”, auxiliava Rosa Weber, no STF, na análise do Mensalão?

Palpites? Teorias? Deixe-nos comentários, faz favor. Para finalizar, a poesia “Eu”, na página 30:

“EU

Deificado.
Demonizado.
Decuplicado.

Desfigurado.
Desencantado.
Desanimado.

Desconstruído
Derruído.
Destruído.”

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