Senado pode gastar R$ 533 mil serviços de controle e configuração de celulares

O Senado Federal está disposto a pagar até R$ 533 mil por ano para garantir a atualização de software, transferência de dados em decorrência de troca de aparelhos e outros serviços técnicos e de controle do uso de celulares. A licitação é para atender aos usuários das 340 linhas telefônicas contratadas pelo órgão público com a operadora Claro (contrato 9/2015).

 

De acordo com a licitação, a contratação é para “serviço de atendimento especializado aos usuários do Serviço Móvel Pessoal (SMP) do Senado Federal”. O trabalho deve ser por equipe residente, que tenha expediente na Casa de Leis, e que faça atendimento “às demandas de manutenção, programação e configuração das linhas e aparelhos telefônicos móveis, instruções de uso e demais serviços correlatos”.

O valor máximo do edital, de R$ 533.208,24, teve como base o custo de serviços prestados por seis técnicos com carga horária diária de seis horas para jornada de segunda-feira a sexta-feira. De acordo com o edital, o salário-base apontado na tabela é de R$ 3 mil. Contudo, o valor unitário da empresa por funcionário pode ser de até R$ 7,4 mil, pouco mais de R$ 44 mil mensais.

A justificativa apresentada pelo Senado para a contratação é de que as linhas ativas demandam atividades rotineiras como “ativação/desativação; troca de aparelho; troca de números; configuração e sincronização de agenda e e-mail; exonerações e aposentadorias dos usuários de linhas institucionais; atualização dos cadastros de usuários, aparelhos e linhas em sistema próprio”, dentre outros serviços.

Para isso, dizem, faz-se necessária a contratação desse quadro técnico terceirizado. Clique aqui e confira a íntegra do edital no site do Senado Federal. E na sequência, mais um edital compilado pelo Livre.jor para o #ComprasDaSemana.

Copel pode pagar até R$ 74 mil em calendários – “Contratação de gráfica para a produção de calendário com bloco de anotações personalizados com a marca Copel”, este é o objeto da licitação CLG170037, publicada pela empresa de energia e cujo extrato consta no Diário Oficial da Indústria de 8 de novembro. Serão confeccionados 12 mil calendários, com blocos de anotações. O custo total pode chegar a R$ 74,4 mil. Dividido pelo total de unidades previstas, cada calendário vai custar em média seis reais.

Segundo o edital, a empresa vencedora deve apresentar dentro dos valores custos com transporte e outros. A arte será fornecida pela Copel. O calendário deve seguir o modelo apresentado no edital, com bloco de notas com 50 folhas e páginas de datas com espiral. Além de impressão e montagem, a empresa também deve embalar unitariamente os calendários com embalagem plástica.

#comprasdasemana
Seguimos a empreitada, aqui no Livre.jor – totalmente inspirada pelo Contas Abertas – de vasculhar editais e diários oficiais para registro das compras mais inusitadas, despropositadas e divertidas dos poderes públicos paranaenses. Ressaltamos que não há aqui qualquer apontamento ou indicação de suspeita de irregularidade nestes gastos, apenas resolvemos agrupar as compras pitorescas, que se destacam nas páginas dos editais públicos.

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