Buscando o pentacampeonato no Troféu Rastilho, a Associação Fiquem Sabendo tem pela frente os projetos Diários do Clima e Radar Anti-Gênero. Confira abaixo os três finalistas do Grand Prix de desaprisionamento de dados da Agência Livre.jor, no Prêmio Mosca 2025 (por ordem de inscrição):
- Ficha de militares envolvidos na morte de Rubens Paiva – Através de pedidos via Lei de Acesso à Informação, a Fiquem Sabendo conseguiu extratos das fichas funcionais dos oficiais do Exército Brasileiro mencionados no relatório da Comissão Nacional da Verdade, revelando promoções e elogios após o crime.
- Diário do Clima – Desenvolvida por um consórcio de seis organizações [((o))eco, Eco Nordeste, Agência Envolverde, InfoAmazonia, Open Knowledge Brasil e Projeto #Colabora], a plataforma agrega e filtra textos de diários oficiais municipais para mapear atos públicos relacionados ao clima e meio ambiente, oferecendo alertas e busca temática para jornalistas, pesquisadores e sociedade civil.
- Radar Antigênero – Criado pela Gênero e Número em parceria com a Novelo Data, o Radar Antigênero monitora e analisa vídeos no YouTube que disseminam narrativas antigênero, usando inteligência artificial para rastrear discursos de ódio e desinformação.
Rastilho é o fio que conecta o explosivo da informação aos jornalistas-detonadores
É raro, mas acontece todos os anos, de termos que revisitar o número de inscritos nas categorias do Prêmio Mosca. Desta vez, em 2025, dos 10 inscritos no Troféu Rastilho, apenas 4 se enquadravam inequivocadamente nos critérios do nosso querido Grand Prix de desaprisionamento de dados. Deixamos de fora dos finalistas o Projeto Vigília, do Diário do Nordeste, porque a iniciativa é restrita aos jornalistas da publilcação (se entendemos corretamente a inscrição).
Igual virou tradição no Troféu Rastilho, tivemos reportagens inscritas nesta categoria, que foram movidas para a Profissional, ou Universitária, conforme o caso. A surpresa de 2025 foram as candidaturas de projetos jornalísticos contra hegemônicos, como perfis de Instagram, que inscreveram apurações de dentro de bairros periféricos, feitas por pessoas que nem registro de jornalista profissional têm (é fácil tirar, pessoal).
Outro exemplo foi o portal Cria do Rio, que alugou um triplex na cachola da Comissão Organizadora, mas estamos de patas de mosca atadas dessa vez, que o regulamento não prevê essa situação. É um debate que vai ficar para 2026, mas obrigado por se filiar ao movimento, refletindo sobre nosso papel no ecossitema da informação no Brasil.