Congresso aprova “reformas”: granitos e mármores podem custar R$ 710 mil

Palácio do Congresso Nacional

Na capital do país, com as férias e recessos parlamentares aparecendo lá no horizonte junto com o fim de dezembro, o senado e a câmara estão preparando reformas para começar 2018. E não são reformas políticas ou da previdência, mas sim dos mármores e granitos do congresso que ficarão “tinindo”.

Na câmara, pelo edital 148/2017, a compra será de 633 m² de mármores e 955 m² de granitos. Segundo a licitação, que pode atingir o valor de R$ 342 mil, serão 211 m² de mármore branco com rajas cinzas, 211 m² com mármore branco com rajas verdes, 550 m² com granito cinza andorinha e 405 em granito preto tipo “são gabriel”.

O valor referência do metro quadrado varia dependendo do tipo de pedra, indo de R$ 20 pelo metro do rodapé do granito andorinha até R$ 493 pelo metro do mármore branco puro. De acordo com o documento da licitação, “fornecimento de mármore e granito objeto desta licitação é necessário para reformas e serviços de manutenção em sanitários e copas localizados nas dependências da Câmara dos Deputados”.

No senado, a licitação não é apenas para novos materiais, mas também para “serviços e manutenção de revestimentos de mármore nas fachadas do Edifício Principal e Anexo 1”. O custo total da licitação pode alcançar o montante de R$ 368 mil.

Como justificativa o senado afirma que as edificações são “símbolos de Brasília e da democracia brasileira”, e que os espaços do edifício central e do anexo, inaugurados na década de 1960, “apresentam problemas de conservação em seus revestimentos externos em mármore, com placas fissuradas, soltas e/ou faltantes, sendo que algumas já se desprenderam do prédio, e outras podem fazê-lo”.

Com isso, afirma o senado, a situação implica em riscos aos “passantes, aceleração da deterioração dos prédios (com depreciação de bens públicos) e dano ao patrimônio cultural brasileiro. O conjunto dos fatos expostos evidencia a necessidade de serviços de manutenção. Sua execução resolverá os problemas apontados, melhorando as condições de segurança, durabilidade e aparência das edificações em questão”.

Às claras com esses editais, e com a máxima do estadunidense Louis Brandeis, juiz da Suprema Corte americana no início do século passado, de que “A luz do sol é o melhor desinfetante”, abrimos mais um #ComprasDaSemana com foco em Brasília. Veja abaixo mais uma licitação na capital brasileira.

A luz que atrapalha os trabalhos na vice-presidência da câmara – a vice-presidência da Câmara dos Deputados, em Brasília, está com problemas de excesso de iluminação em sua sala. A solução para esse infortúnio que “dificulta a realização do trabalho” pode custar R$ 32 mil. É o que aponta o teto da licitação para compra de “blackout” aberta pela casa de leis para reverter o quadro da sala.

A medida será a mesma adotada pela câmara “para evitar a incidência de sol” no “no Salão Nobre e no Comitê de imprensa”. Mas não é qualquer cortina com “blackout”. Tem que ser rolo “quantum Q62” das marcas Hunter Douglas ou Luxaflex.

Serão seis módulos de aproximadamente 2,1 m de altura por 5,2 metros de largura, na cor verde musgo e “morocco”. O cálculo da compra é de 70 m², ao custo unitário de até R$ 458,42, entre o produto e instalação.

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