Em mês de recesso na Alep, deputados gastam R$ 1,3 milhão da cota parlamentar

Sandro Nascimento/Alep

Parece que o recesso da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) em julho não atingiu as atividades dos parlamentares. Ao menos é o que apontam os gastos dos deputados com a verba de ressarcimento. No mês em que não teve sessões na Alep, os parlamentares gastaram R$ 1,3 milhão da cota. A verba usada durante o recesso foi maior que em meses de atividade cheia na casa, como fevereiro e março. Considerando os 23 dias úteis no mês, na média, foram gastos pouco mais de R$ 56 mil ao dia.

O recurso, de até R$ 31,4 mil por deputado, é uma ajuda mensal da casa para custear gastos com a atividade parlamentar. Os dados, compilados pelo Livre.jor no portal da transparência da Alep, alimentam o observatório Na Conta do Deputado, que traduz em gráficos os gastos dos parlamentares com a verba de ressarcimento.

A maior parte da verba usada em julho, cerca de 35%, foi para custear deslocamentos dos deputados. Durante o mês, o total de gasto com aluguel de carro e com pagamento de combustível foi de R$ 471 mil. Na sequência dos valores usados da cota, R$ 171 mil foram para pagamento de serviços técnicos, R$ 156 para divulgação de atividade parlamentar e R$ 82 mil para custeio de assinatura de periódicos, serviço de TV e similares.

Os campeões de gastos em julho foram os deputados Soldado Fruet (Pros), Galo (Pode) e Soldado Adriano José (PV), cada um com uma conta de R$ 41 mil. Os parlamentares são seguidos pelo Delegado Francischini (PSL), com gasto de R$ 38 mil no mês de recesso da casa, de Jonas Guimarães (PSB), que usou R$ 35 mil da cota, e dos deputados Marcel Micheletto (PR) e Romanelli (PSB), que registraram um gasto de pouco mais de R$ 34 mil.

Os valores gastos pelos parlamentares citados ultrapassam a cota mensal devido ao acúmulo de recursos não usados nos meses anteriores. Isso mesmo. Se o deputado não usar o total de R$ 31,4 mil no mês, a sobra é somada ao recurso do mês subsequente. Ao final do ano, os saldos são zerados.

Desde que assumiram a atual legislatura, em fevereiro passado, os deputados já usaram R$ 7,7 milhões da verba de ressarcimento. Na média, o gasto de cada parlamentar por dia útil foi de R$ 1,1 mil, ou seja, um total de 114% de um salário mínimo por dia para custeio de serviços.

Os principais gastos seguem o mesmo padrão do mês de julho, ou seja, pagamento de aluguel de carro e abastecimento. Em cinco meses, foram nada menos que R$ 2,7 milhões nas duas rubricas. Depois, vem gastos com comunicação, cerca de R$ 1,2 milhão entre divulgação e pagamento de serviços gráficos.

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