Inflação e envelhecimento da frota justificam aumento no custo de manutenção, diz Seap

Arnaldo Alves/ANPr

A Secretaria de Estado da Administração e Previdência (Seap) procurou a equipe do Livre.jor para explicar o aumento de 30% no custo de manutenção da frota entre os anos de 2010 e 2014. O órgão entende que o valor é decorrente da inflação, desgaste acentuado da frota e aquisição de novos veículos.

No ano de 2010, último da gestão Requião-Pessuti (PMDB), foram gastos R$ 31,7 milhões. No final do primeiro mandato de Beto Richa (PSDB), a despesa chegou a R$ 41,5 milhões – conforme divulgamos há duas semanas após obter resposta da Seap para um dos #365pedidosdeinformação.

“O citado aumento de 30% no custo de manutenção entre o final de 2010 a 2014 leva em conta a inflação acumulada no período, de 27,0338%, que incide sobre as peças”, diz a explicação da Seap, que também lista a aquisição de 4.211 veículos no mesmo período e o envelhecimento natural da frota, “agravado pelo uso intenso”, como justificativa para o valor.

Vale lembrar que o maior “salto” nos gastos com a manutenção da frota foi do primeiro para o segundo ano de mandato tucano: passou de R$ 32,7 milhões em 2011 para R$ 41,2 milhões em 2012 – uma diferença de 26% em um só ano. Em 2013 ocorreu o maior valor registrado para o período: R$ 43,3 milhões. Nos últimos doze meses do mandato o gasto recuou para o mesmo patamar de 2011, ficando em R$ 41,5 milhões.

TAMANHO DA FROTA
No dia 30 de março, dissemos que a frota própria do Estado era composta por 10.402 veículos – pois foi esse número que obtivemos da Secretaria de Estado da Previdência em resposta ao pedido de informação 765/2015. Na nota enviada à “redação”, a Seap afirmou que esse número está errado.

Os veículos emplacados da administração direta seriam 10,4 mil, só que o Estado possui ainda outros 4,5 mil à disposição das autarquias, elevando o número para 14,9 mil. Haveriam ainda outros 1.240 não emplacados (máquinas, barcos e equipamentos), que estariam incluídos nos contratos de manutenção.

P.S.: Esta é a primeira vez que publicamos um “direito de resposta”, se é que dá para chamar assim, em Livre.jor.

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