Livre.jor tem motivos para desconfiar que vocês, mosquinhas, não clicam nos links

Se 2017 tem sido um ano bom para o Livre.jor, pois ultrapassamos 5 mil seguidores no Facebook, estamos perto de dobrar no Twitter (328 para 546) e estreamos no YouTube (255), na página da internet as coisas bambearam. Afinal de contas, alguém viu os 1,9 mil leitores “fiéis” que o Livre.jor perdeu? Chamem eles de volta!

Os números brutos: de março a agosto, dos 12 mil internautas que pisaram na página do Livre.jor, 18,9% voltaram ao endereço para uma segunda, terceira ou quarta visita. O que nos dá 2.338 leitores “fiéis”. No mesmo período do ano passado, eram 4.245 de 25 mil. Se considerar que perdemos dados no começo de 2017 após os ataques ao site, e incorporar uma projeção dessas perdas, a página ainda assim recebeu 25% a menos de tráfego.

Em 2017 Livre.jor aumentou seu impacto social, é verdade, concentrando energias nas redes sociais. Firmando parcerias com outros veículos, para quem produzimos conteúdo que não vai pro site (Gazeta do Povo e Agência Lupa, por exemplo). Apostando em novos formatos, como o projeto CRISES, que é nativo do Facebook, e os tutoriais de acesso à informação, exclusivos no Youtube. Isso afetou a ancoragem do conteúdo, que antes dependia exclusivamente da página do Livre.jor na internet. Bom, não depende mais.

Ainda assim, nem todas as métricas de acesso, que temos obstinadamente divulgado desde o início do projeto, são motivo de reflexão preocupada. Olhem os números positivos: o tempo de permanência média no site ultrapassou um minuto, e a retenção do público, que era de 12% em 2015, chegou a 17% em 2016 e agora passou a 18,9%. Quem gosta do Livre.jor, gosta de verdade. Não é modinha.

Mas, voltando ao problema central, o Facebook ter se tornado o principal canal de distribuição de notícias do Livre.jor vai implicar em vocês nos ajudarem CLICANDO NOS LINKS. Curtidas e compartilhamentos são essenciais, e somos gratos a cada um de vocês por esse apoio nos últimos três anos, mas ler o conteúdo passa a ser vital. Não só para o projeto. Também para enfrentar a desinformação desses tempos bicudos. Obrigado pela compreensão.

Em 2016, metade do tráfego na página do Livre.jor vinha das redes sociais. Isso caiu para 36% neste ano. E dobrou o número de leitores que nos encontraram, no oceano da internet, graças aos sites de busca – passou de 21% para 38%. Com 95% da audiência vindo do Brasil, metade dos leitores do site estão em Curitiba (47,84%) – seguido por São Paulo (8,63%), Rio de Janeiro (2,87%), Maringá (2,61%), Londrina (1,88%) e Brasília (1,69%).

Dos que nos acessam pelo celular, 73% usam Android, 25% o iOS e só 1,19% Windows Phone. O browser preferido de vocês é o Google Chrome (55,36%), disparado na frente do Android Webview (16,51%), do Firefox (9,94%) e do Safari (7,90). Presume-se, diz o Analytics, que 54% da audiência é de homens. Que vocês têm majoritariamente entre 18 e 34 anos de idade e se interessam por praticar esportes, consomem eletrônicos e informática, mas também gostam de culinária. De onde eles tiram esses dados?

Qual é o negócio?
Já ficou claro para todos que o negócio do Livre.jor não é sermos donos de um portal que bomba na internet. Nosso negócio é o jornalismo, aonde quer que ele nos conduza, mesmo que seja para fora do modelo tradicional. Em 2017, isso significou estarmos prestes a virar uma agência de conteúdo. Quem sabe o que 2018 nos mostrará? Obrigado pela companhia.

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