O dia do Temer: jornalismo de dados públicos na cola do presidente interino

Twitter @geddel_

Eram os anos 1950 quando o jornalista Samuel Wainer inventou a coluna “O Dia do Presidente”, na qual seguia Getúlio Vargas para cima e para baixo. Vargas era popular e havia interesse naquilo que ele fazia. Hoje o quadro é outro, mas a ideia segue boa: se um cidadão comum, só com base nas informações públicas, quisesse stalkear o dirigente interino da nação, descobriria o quê? Pra descobrir, só tentando.

Será assim que procederemos: a partir da agenda oficial divulgada pela presidência vamos localizar os eventos oficiais, ver como eles repercutem na imprensa e se espalham pelas informações feitas públicas pelos participantes (todo mundo usa redes sociais hoje em dia). Sites gov.br, Facebook, Twitter, Instagram e afins. Bisbilhotaremos tudo que estiver à mão. No fim do dia, uma resenha no microblog do Livre.jor. Pros fatos especiais, botamos nas outras redes sociais também.

Hoje, por exemplo, sexta-feira, 13 de maio, o único evento oficial foi a 1ª reunião ministerial do interino. Era para começar às 9h. Pela imprensa, sabe-se que começou com 20 minutos de atraso e durou menos de três horas. Da tropa de choque de Temer, só Geddel Vieira Lima faltou. Jucá, Padilha, Franco e Meirelles lá estiveram. Depois do almoço, nem sinal do homem. Meirelles deu uma pista, pois disse que os técnicos iam começar a devassa dos dados.

Falando em Jucá, o homem está com planos que vai além de “interino” ou “temporário”. Sem olhar no calendário pra calcular o tempo de estadia no ministério, prometeu extinguir quatro mil cargos em comissão “até o fim do ano”. Aliás, o negócio é chegar na meta e dobrar a meta. “E, se nós pudermos passar dos 4 mil cargos, nós passaremos dos 4 mil cargos”. Vai cortar quem de onde? É isso que buscaremos saber com o pedido de informação enviado ao Planejamento solicitando os números globais com quantidade de comissionados especificando por tipo de contratação e lotação.

Decidimos isso hoje durante o almoço, então ainda estamos armando a “espionagem lícita”. Sugestões?

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