Série #TarifaCuritiba avalia evolução do custo do transporte desde o plano Real

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Estações da Praça Eufrásio Correia, duas das mais movimentadas do sistema de transporte da cidade

A passagem de ônibus em Curitiba subiu 725% desde o início do plano Real, em julho de 1994. É mais de duas vezes a inflação medida na cidade, no mesmo período, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE.

Nesse período, os cinco prefeitos que ocuparam o Palácio 29 de Março (Gustavo Fruet, do PDT; Luciano Ducci, PSB; Beto Richa, PSDB; Cassio Taniguchi, atualmente no DEM; Rafael Greca; hoje no PMDB) tiveram por hábito distanciar os reajustes tanto quanto possível das eleições.

Em média, os reajustes anteriores a eleições vieram 17 meses antes do encontro dos eleitores com urnas. É quase o dobro do intervalo entre os pleitos e o aumento subsequente – nove meses, na média.

O Livre.jor chegou a estas e outras conclusões a partir de uma tabela de dados com o histórico de reajustes na tarifa de ônibus de Curitiba desde o Real, disponível no site da Urbs, empresa da prefeitura que administra o transporte na capital (aqui, no item “Evolução da Tarifa”).

Cruzamos esses dados com datas de eleições ou de posse de prefeitos e com as taxas de inflação apuradas e divulgadas pelo IBGE para chegar às conclusões que apresentamos nesta série. A base de dados que produzimos e avaliamos está disponível (inclusive para aprofundamento da análise dos dados).

A série #TarifaCuritiba inclui textos, gráficos e infográficos que mostram a evolução das tarifas, a comparação dos reajustes com a inflação da gestão de cada prefeito, a relação entre aumentos e eleições, o detalhamento das quatro decisões que reduziram o preço da passagem e uma linha do tempo para o período 1994-2015.

 

Cabe frisar que essa avaliação está longe de ser completa. Faltam detalhes: não conseguimos, por exemplo, encontrar os motivos que levaram o então prefeito Cassio Taniguchi a baixar o preço da tarifa em maio de 2003 – fizemos essa pergunta, via Lei de Acesso à Informação, à Urbs. Não incluímos as datas-base e as greves de motoristas e cobradores em nenhuma das análises (pretendemos fazer isso em breve). Não avaliamos a composição da tarifa– que pode ter mudado antes e depois da polêmica licitação homologada em 2011.

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