Uso de nome social no Enem tem aumentado; em 4 anos, 1.240 trans fizeram a prova

No balanço das inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2019, repercutido pela imprensa na semana passada, ainda não constam informações sobre quantos dos inscritos são transexuais, transgênero ou travestis. É que o prazo para requerer o uso do nome social no Enem terminou no dia 24 de maio e a a quantidade de pedidos deferidos só será totalizada na segunda quinzena de junho, após o prazo para recursos.

Em 2019, o Inep contabilizou 5.095.308 inscrições confirmadas – 60% delas de mulheres e 40% de homens. Enquanto os microdados não são divulgados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), via Lei de Acesso à Informação o governo federal apresentou um balanço das inscrições trans no Enem de 2015 a 2018. Neste quatro anos, foram 1.240 inscritos – identificados pela solicitação para uso do nome social no dia da prova.

É um número pequeno, considerando que o Enem mobiliza mais de 5 milhões de inscrições por ano. O destaque na informação é que proporcionalmente as inscrições da população trans têm aumentado paulatinamente no período. Foram 3,56 a cada 100 mil inscrições regulares em 2015, subindo em 2016 (4,7) e ficando neste patamar nos anos seguintes, de 2017 (4,53) e 2018 (4,55). Ou seja, no ano passado, em 2018, 1 em cada grupo de 22 mil inscritos era trans e pediu para ser identificado pelo nome social. Quatro anos antes, em 2015, a proporção era de 1 para cada 28 mil.

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