O ator Alexandre Frota e o empresário Marcello Reis, auto-denominado líder do grupo Revoltados Online, entregaram na audiência com o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), um documento endereçado ao presidente em exercício Michel Temer (PMDB).

O texto apresenta uma série de 12 demandas ao governo interino. Antes, registra que “as ruas” (sic) “têm todo o interesse em que o desempenho de Vossa Excelência nesse mister seja o mais bem-sucedido possível, assim entendido o retorno do País à normalidade política, econômica, social etc.”

Nenhum dos itens do documento, porém, versa sobre de assuntos da alçada de Mendonça Filho no governo – a educação. Leia a íntegra aqui.

“Informamos que não há outros documentos a serem fornecidos tendo em vista a não produção da ata de reunião”, diz a resposta enviada a nós, via Lei de Acesso à Informação, pelo Ministério da Educação. Assim, ficamos sem saber que propostas sobre o sistema educacional brasileiro podem ter sido entregues a Mendonça Filho.

Além de Reis e Frota (nessa ordem), assinam o documento a procuradora de Justiça aposentada Beatriz Kicis, o advogado Júlio Casarin, Claudia Castro, Meire Lopes – essas, não identificadas por nós, mas apontadas à época do encontro como integrantes do movimento Escola Sem Partido.

O encontro entre Frota, Reis e o ministro foi realizado em 25 de maio passado. Assim que soubemos dele, registramos pedido de informação no governo federal. Perguntamos: de quem partiu a iniciativa da reunião? Quanto tempo durou o encontro? O que foi tratado nele? O ministro recebeu algum documento de Frota e Reis?

“A reunião foi solicitada pelos participantes da reunião (sic), cujas informações constam da agenda pública do MEC”, informa a resposta que recebemos. Porém, em maio, portais como o G1 relataram que a agenda de Mendonça Filho não informava sobre o encontro. Hoje, há menção a ele, que pode ter sido incluída posteriormente.

O documento entregue por Reis e Frota ao ministro foi antecipado há quatro dias pela Agência Lupa, que registrou pedido de informações no mesmo dia que o Livre.jor, mas recebeu resposta com alguns dias de antecedência.

Apesar da pouca complexidade do pedido, o governo federal pediu prorrogação de prazo para respondê-lo, “tendo em vista o elevado número de demandas de acesso à informação direcionados a este Ministério neste período”.

 

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