Dos 1.834 militares cedidos pelas Forças Armadas para órgãos do Poder Executivo, 29 trabalham na Autoridade Pública Olímpica (APO). O órgão, criado em 2011, era o responsável por coordenar a execução de obras e serviços necessários à realização dos Jogos Olímpicos, articulando as ações governamentais da União, do Estado e da capital do Rio de Janeiro. Os militares são 22% dos 129 servidores públicos a serviço da APO, mas não estiveram lá desde o início. Eles começaram a chegar no órgão em março de 2014, cinco meses depois que o general Fernando Azevedo e Silva substituiu o ex-ministro Márcio Fortes de Almeida na direção da Autoridade Olímpica. Dos militares na APO, 26 vieram do Exército. A Marinha tem 2 funcionários no quadro do órgão e a Aeronáutica apenas 1.

Tem mais 29 militares trabalhando na empresa Amazul – sigla para Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. – a responsável pelo projeto do submarino nuclear brasileiro, que também integra um projeto chamado “Reator Multipropósito Brasileiro (RMB)”, cujo objetivo, segundo o site da empresa, é “permitir ao Brasil tornar-se autossuficiente na produção de radiofármacos, substâncias essenciais na medicina nuclear”. Nesse órgão, todos servidores vieram da Marinha Brasileira.

No Ministério da Defesa, onde estão agrupadas as Forças Armadas, trabalham 790 militares. A maioria é do Exército, com 379 servidores na estrutura administrativa. É quase a mesma quantidade que a soma dos cedidos pela Marinha (224) e pela Aeronáutica (187). Lotados na Presidência da República estão 940 militares. Na vice-presidência são só 46. Curiosamente, segundo levantamento feito pelo Ministério do Planejamento no dia 4 de julho deste ano, a pedido do Livre.jor, não há nenhum outro militar da ativa nos demais órgãos públicos federais.

Relação dos militares cedidos para o Executivo (.xls): Anexo_03950001765201691

Na ocasião, registramos o pedido de informações 03950001765201691 diante da<a href="http://livre viagra sofort kaufen.jor.br/indicacao-de-general-para-a-funai-causa-protestos-quem-sao-esses-militares/” target=”_blank”> possibilidade de um militar assumir o comando da Funai (Fundação Nacional do Índio). Era o general Roberto Peternelli, filiado ao PSC de São Paulo, que acabou tendo a indicação barrada pelo Palácio do Jaburu após protestos de movimentos indigenistas. Por força do hábito, as fichas funcionais dele, do general Sérgio Westphalen Etchegoyen, ministro-chefe da da Secretaria de Segurança Institucional da Presidência, e do militar reformado e deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ) também foram solicitadas. Para consultá-las, basta clicar aí nos nomes destacados.

Bolsonaro – Anexo _Nr_5162_60502001256201681_ 04 julho 2016
Etchegoyen – Anexo _Nr_5161_60502001255201636_ 04 julho 2016
Peternelli – Anexo _Nr_5160_60502001254201691_ 04 julho 2016-1

Mas não é bem o documento que eu tinha em mente, pois as movimentações foram “traduzidas” num curriculum vitae dos ditos cujos… Existe outra ficha funcional, mais detalhada, com todas os atos administrativos vinculados à carreira do servidor. Estou estudando como obter esse documento, podem deixar.

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