De janeiro a setembro de 2017, seja na Justiça Comum ou no Juizado Especial, em nenhum mês o TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) conseguiu reduzir o passivo de processos que tramitam no órgão. O Conselho Nacional de Justiça quer dos tribunais o comprometimento de julgar pelo menos 1% a mais do que a quantidade de novos processos distribuídos aos magistrados. A matemática da chamada Meta 1 é simples: se o juiz recebeu 100 processos, o CNJ quer que nesse mesmo período ele tenha julgado 101.

O balanço foi divulgado pelo TJ-PR na edição 2.139 do Diário da Justiça, em comunicado assinado pelo desembargador Rogério Kanayama, corregedor-geral de Justiça. Em setembro, por exemplo, foram autuados 56.233 processos e julgados 48.382 – ou seja, 86% de “aproveitamento”, abaixo dos 101% propostos pelo CNJ a todos os tribunais do Brasil. A marca de setembro está ligeiramente acima da média mensal para 2017, que é de 83,8%. Considerando esse indicador, o mês que mais “rendeu” no TJ-PR foi fevereiro (94,3%) e o mais “improdutivo” foi janeiro (69,8%).

“O empenho dos magistrados do Estado do Paraná – de maneira reiterada – tem gerado reflexos positivos na entrega de tutela
jurisdicional adequada, em tempo razoável”, contemporiza Kanayama em despacho que integra a divulgação dos números. “Dessa forma, sem desconhecer os fatores eventualmente limitadores, mostra-se importante apresentar os dados coligidos, solicitando especial concentração de esforços no julgamento de processos, de modo a aproximarmo-nos do objetivo em questão, que, em última análise, contribuirá significativamente para a redução da taxa de congestionamento das unidades judiciárias”, completa.

Kanayama reclama, no documento, do “reflexo negativo para o atendimento da Meta 1” da determinação de incluir nos processos distribuídos ações suspensas por instâncias superiores, “em casos em que o objeto da demanda está abrangido por temas de repercussão geral reconhecida ou foi submetido a incidente de resolução de demandas repetitivas”. O CNJ mantém um portal na internet com dados atualizados do cumprimento das metas em todo o Brasil. Lá é possível checar, por exemplo, que em 2016, ano do último balanço nacional, os tribunais não bateram a meta, mas que em relação ao ano anterior o número de julgamentos cresceu mais (6,87%) que o de novas autuações (4,6%).

You May Also Like

Quantas pessoas gays, lésbicas e trans vivem nas cidades do Paraná?

“Quando o Estado brasileiro nega o Censo [à população LGBTQIA+], nega a…

Cadê a sua? Paraná é o 2º estado do país com mais lanchas por habitante

Com 11,4 milhões de habitantes e 33,1 mil lanchas registradas na Marinha…

Com Uber ou sem? Algumas informações sobre o aplicativo e seus rivais em Curitiba

A Câmara de vereadores aprovou, em primeiro turno, um projeto de lei…

89 municípios foram criados no Paraná depois da redemocratização

Apareceu no Serviço de Informação ao Cidadão do IBGE (Instituto Brasileiro de…