Pesquisa do Instituto Sivis, que ouviu 3.543 pessoas entre 18 de maio e 19 de junho deste ano, aponta que, para 75% dos entrevistados, os “outros” estavam se comportando de maneira inadequada ou muito inadequada durante a pandemia do novo coronavírus – 37% e 38,1%, respectivamente.

A atuação dos governos foi menos criticada – mal avaliado por 56,3% – que a conduta dos familiares, dos amigos, dos vizinhos, dos colegas e dos desconhecidos em geral. No relatório “Valores em crise 2020“, o Instituto Sivis diz que isso indica que é reconhecida a importância das medidas de contenção do vírus, mas que os entrevistados “acreditam que boa parte da população não está agindo de forma condizente com elas”.

O pessimismo em relação ao comportamento dos “outros” aparece também na avaliação dos cenários pós-pandemia, na qual 65,3% projetam que o Brasil sairá “gravemente prejudicado” da crise.

Entre os entrevistados, 16,3% concordaram com a frase “as mídias sociais são cheias de histórias dizendo que a pandemia do coronavírus é um boato e que todas as medidas de quarentena são reações exageradas e históricas”. Mas fica pior, pois mesmo discordando da afirmação, 21% dizem preferir mídias sociais às tradicionais fontes de informação para saberem da pandemia. Para 50%, tanto faz. E só 28,9% ainda confiam mais na imprensa, por exemplo, que no whatsapp.

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