“Agregar valor ao portfólio da Copel, tornando os seus serviços mais atraentes, visando um aumento da sua base de clientes”. Esta é justificativa da empresa para a compra de 17.500 vouchers da Netflix, ao custo de R$ 1.538.985,00. A ideia é distribuir junto com a internet banda larga planos de três e seis meses, sem custos adicionais, para novos clientes ou para quem migrar “dos planos Bel Fibra e Paraná Conectado para o Copel Fibra”.

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A estatal, que no ramo de distribuição de energia atende cerca de 4,5 milhões de clientes, dos quais 80% residenciais, no setor de provedor de internet, pelo braço Copel Telecom, fechou 2015 com cerca de 48 mil clientes de banda larga. Se os vouchers fossem todos convertidos em novos clientes, a empresa apresentaria um crescimento de 36% da base de atendimento com o contrato de um ano e meio com a Netflix.

Se concentrados em um só bairro de Curitiba, os vouchers representariam atendimento integral ao bairro Portão, com 17.207 domicílios e mais de 42 mil habitantes, conforme dados da pesquisa Nosso Bairro, do IPPUC. Já a somatória dos vouchers com os clientes da empresa, centralizados, representaria em número de domicílios a Regional Boqueirão, de Curitiba, composta pelos bairros Boqueirão (25.292 domicílios), Alto Boqueirão (17.903 domicílios), Xaxim (19.087 domicílios) e Hauer ( 4.877 domicílios).

A justificativa de compra consta na resposta da Copel ao pedido de informação do Livre.jor sobre a compra dos vouchers. Em 7 de julho, o Livre.jor publicou na coluna #ComprasDaSemana o edital de inexigibilidade de licitação, publicado pela empresa no Diário Oficial do Comércio. O resumo do contrato, com vigência de três anos, consta no Diário do Comércio do dia 19 de julho. A publicação do Livre.jor chegou a repercutir na imprensa.

De acordo com o memorando da Copel foi motivada por pesquisa realizada entre 27 de janeiro e 3 de fevereiro deste ano, na qual 65%  dos entrevistados foi favorável a adquirir pacote de TV por internet junto com a banda larga da empresa.

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Já a justificativa de inexigibilidade de licitação, segundo a empresa, é pelo fato da Netflix ser a “única empresa que pode oferecer os serviços procurados (desejados) pela Copel Telecomunicações S/A em sua abrangência, características e facilidades”.

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Com a parceria, a estatal paranaense, segundo o documento enviado ao Livre.jor, pagará apenas 70% do valor de prateleira dos pacotes na compra dos 17.500 vouchers.

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