Depois de anunciar uma redução de 25%no lucro líquido da Copel em 2016 em comparação a 2015, a diretoria da estatal pretende votar um aumento de 46,8% no valor global de salários dos administradores. A decisão será tomada na próxima assembleia geral da empresa de energia, no dia 28 de abril. O aumento está previsto na proposta encaminhada pela diretoria como pauta da reunião, disponível no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Se aprovada a proposta da diretoria da Copel, o valor global de remuneração de diretores, conselheiros de administração e conselheiros fiscais passará de R$ 8,7 milhões pagos em 2016 para R$ 12,8 milhões a serem pagos no exercício de 2017. A diferença é de R$ 4,1 milhões. Em comparação com o valor global aprovado em assembleia para 2016, a proposta deste ano é superior em 30%. Ano passado, a remuneração total dos administradores anual foi fixada em até R$ 9,8 milhões.

O Livre.jor pediu à Copel via LAI a indicação de justificativa dos percentuais de reajuste do total da verba das remunerações, bem como atas e documentos do Conselho de Controle das Empresas Estaduais (CCEE) sobre definições do reajuste e aumento dos salários de dirigentes das estatais.

No quadro do reajuste proposto pela direção da empresa, do total a ser votado a maior parte, pouco mais de R$ 10 milhões, será destinado à remuneração da diretoria da estatal. O restante será distribuído entre conselheiros de administração, que ficarão com R$ 1,9 milhão do volume, e conselheiros fiscal, que receberão cerca de R$ 800 mil.

Em 2016, pouco mais de R$ 8 milhões foram utilizados pela empresa para pagar os salários ou pró-labores dos administradores e cerca de R$ 700 mil foram destinados ao pagamento de participações em comissões e outras verbas. Na previsão deste ano, serão R$ 10 milhões para os salários e cerca de R$ 2 milhões para demais pagamentos.

Segundo o documento que será votado, a verba anual “é composta dos honorários mensais e complementares, e dos benefícios de verba de representação e dos valores do plano previdenciário e de saúde (optativo), com encargos de INSS e FGTS”.

O valor total a ser posto em deliberação será para pagamento de salários e também de encargos, conforme especifica o documento da Copel: “do limite global anual, até R$ 10.108.375,59, com encargos (Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS e Planos Próprios Previdenciário e Assistencial, Verba de Representação e Reserva Técnica), deverá ser proposto para a Diretoria; até R$ 1.540.938,55, com encargos (Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e Planos Próprios Previdenciário e Assistencial) para o Conselho de Administração; até R$ 794.258,56, com encargos (Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e Planos Próprios Previdenciário e Assistencial) para o Conselho Fiscal; e até R$ 448.371,24, com encargos (INSS) para o Comitê de Auditoria”.

No quadro de administradores, a diferença está em mais um diretor da empresa neste ano em comparação a 2016. A estatal conta hoje, segundo a proposta da diretoria, com 9 conselheiros de administração, 7 diretores e 5 conselheiros fiscais.

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