Prestes a virar o ano, o IBGE divulgou a PNAD do terceiro trimestre, em que indicava uma taxa de 12% de desemprego. Os dados nos principais noticiários na passagem de ano, dando conta de que o país contava com 12,6 milhões de desocupados ao final de novembro, não era bem uma novidade para os brasileiros e nem para o governo. Em outubro passado 61% dos entrevistados em uma pesquisa do governo federal indicaram que o desemprego estava aumentando, e 18% afirmaram continuar no mesmo patamar.

O objetivo da pesquisa, realizada regularmente pelo executivo nacional, foi de “identificar a avaliação do Governo Federal diante do contexto de crise econômico-político e aperfeiçoar formas de comunicação do governo”. O resultado do levantamento foi tornado público pelo governo no dia 29 de dezembro, mesma data da divulgação dos dados da PNAD.

 

Nas conclusões do levantamento, o desemprego foi o item de maior destaque. “A principal preocupação que os entrevistados têm em relação à economia é a alta do desemprego e entendem que o principal motivo da crise econômica é a corrupção. Pouco mais da metade dos brasileiros espera da Presidência da República um posicionamento sobre a situação econômica que pense somente no futuro, deixando o passado de lado”.

Pela pesquisa, o governo foi identificado com “alto índice de desaprovação e de avaliação negativa do desempenho”. Além disso, os entrevistados apontaram ainda que a crise, que “começou em 2015” se agravou no atual governo, o que se percebe com o “aumento de preços e também do desemprego”.

Situação econômica do país é ruim e vai piorar, aponta pesquisa – questionados sobre a situação econômica do país, 63% apontaram estar entre pessimistas e muito pessimistas. Além disso, 67% afirmaram que a “economia brasileira está em um momento difícil e deve piorar ainda mais”.

Para 58% dos entrevistados a situação econômica só dará sinas de melhora a partir de 2018, ano que põe fim à atual gestão, que para 54% dos mais de dois mil brasileiros que responderam à entrevista tem agravado a crise desde que assumiu o governo. Clique aqui e confira a íntegra da pesquisa

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