Poltronas de luxo e móveis para cenografia podem custar R$ 84 mil à Câmara Federal

Cinco poltronas modelo Mito com braços ao custo de até R$ 4,5 mil cada e quatro poltronas design Florence Knoll sem braços e com revestimento em tecido veludo vermelho plúmbeo com um valor de até R$ 2,3 mil a unidade. Estes são alguns dos móveis que estão especificados no edital de compra de materiais para cenografia da Câmara Federal, que pode chegar ao teto de R$ 84 mil os lotes.

Além das poltronas, o edital prevê a compra de cubos coloridos de acrílico para cenografia ao custo de até R$ 548,33 cada um; poltronas giratórias com valor estimado em R$ 1,1 mil; telas retráteis de até R$ 6,4 mil cada; mesa de centro de R$ 2,3 mil; bem como painel de PVC que pode custar até R$ 3,4 mil.

Segundo a Câmara, a qualidade da TV digital e de transmissão em HD faz com que os detalhes do cenário, antes imperceptíveis, sejam evidenciados. “Foi realizado intenso trabalho de pesquisa de linguagem e de soluções estéticas para alguns cenários da TV Câmara. A proposta em questão foi aprovada pelo resultado estético, compatibilidade de dimensões e peso dos produtos com o espaço destinado para gravação e guarda do material, e o resultado da exibição em vídeo”, afirma.

Os materiais serão usados para compor cenários dos programas Participação Popular, Brasil em Debate e Palavra Aberta, além de outras produções da emissora da Câmara Federal. Apesar do design específico em alguns móveis, o edital não destaca uma determinada marca, uma vez que mais de uma indústria pode ser credenciada pelo artista para produção do móvel. Além disso, “no caso da Florence Knoll, já está em domínio público, então qualquer empresa pode fabricar, seguindo as especificações do modelo”.

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