Segundo relatório bimestral publicado pela Secretaria de Estado da Comunicação Social (Secs), de janeiro a fevereiro deste ano foram gastos R$ 4,743 milhões em propaganda pela gestão Ratinho Júnior (PSD). O documento inclui despesas da administração direta e indireta, conforme estipula a legislação. Portanto, além dos R$ 2,8 milhões pagos diretamente pela Secs, estão computados também R$ 1,311 milhão gasto pela Sanepar no período, assim como despesas de R$ 296 mil da Copel, R$ 107 mil da Copel Telecom, R$ 143,7 mil da Compagas e R$ 77,6 mil do Fundo para a Infância e Adolescência.

Comparado com a gestão Richa (PSDB), que em oito anos gastou R$ 804 milhões em propaganda, o início da nova administração do governo do Paraná direciona 3,5 vezes menos dinheiro para a divulgação que seu antecessor. Na média, a gestão Ratinho tem direcionado R$ 2,37 milhões por mês para propaganda. Considerando os oito anos de governo Richa, a média chegou a R$ 8,37 milhões/mês.

Mas se a comparação for apenas referente ao primeiro ano de mandato, o quadro se inverte. É que todo novo governante, ao assumir o Poder Executivo, tem que executar um orçamento que não foi ele quem elaborou. No caso de Richa, o planejamento deixado por Roberto Requião (MDB) previa poucos recursos para divulgação. Naquele ano, a média do tucano foi de R$ 475 mil/mês. Um montante 5 vezes menor que o gasto por Ratinho. Isso ocorreu só em 2011, que no ano seguinte a gestão Richa, ao elaborar o próprio orçamento, já elevou para R$ 8,9 milhões/mês a média de gasto com divulgação.

Na administração direta, a maior despesa da Secretaria de Comunicação é com propaganda para TV, no valor de R$ 1,4 milhão em dois meses. Bem próximos, foram gastos R$ 300 mil com jornais e R$ 269 mil com divulgação na internet. Constam também R$ 204 mil com mobiliário urbano. No primeiro bimestre não constam pagamentos de propaganda em rádios do Paraná.

Aliás, pelo relatório, somente a Sanepar direcionou recursos para anúncio nas rádios. Foram R$ 92,5 mil até agora. Aliás, chama a atenção, pela novidade, o gasto das empresas públicas em “assessoramento de redes sociais”, que chegou a R$ 260 mil nesses dois meses. Somada à rubrica “internet”, num valor de R$ 580 mil, essas duas mídias já ultrapassam a despesa com divulgação em meios tradicionais. Essa tendência vem de 2016, como já tinha apontado na época o Livre.jor.

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