Após uma série de processos da ONG Vigilantes da Gestão contra deputados paranaenses por possíveis irregularidades no uso da cota para alimentação, e depois de um “puxão de orelha” do Ministério Público do Paraná (MP-PR) para tornar transparente os relatórios da verba de ressarcimento, a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) anunciou ações de controle da cota. Uma delas é limitar os gastos com alimentação em até R$ 2,5 mil.

Pode parecer muito, até pelas recentes polêmicas envolvendo parlamentares, mas a rubrica responde por menos de 3% da verba usada pelos deputados desde o começo do ano. Entre fevereiro e setembro desde ano, os deputados estaduais, juntos, receberam pouco menos de R$ 276 mil de ressarcimento por gastos com alimentação – de um total de R$ 10 milhões usados da cota desde o início da legislatura.

Segundo dados do Portal da Transparência da Alep, nos oito meses de mandato dos novos deputados, os principais gastos são para transporte e divulgação de atividades. Para tais custos, no entanto, a nova resolução da Casa, que ainda será votada pelos deputados, não cria limites.

A locomoção é o que mais pesa. Cerca de 35% do que é usado pelos deputados vai para alugar carros e pagar combustíveis. Desde fevereiro, foram nada menos que R$ 3,7 milhões para custeio dessas rubricas, sendo R$ 2,1 milhões para locação de veículos e R$ 1,5 milhão para bancar gasolina e álcool.

Na sequência de gastos por grupo de rubricas está o pagamento de divulgação ou comunicação. Foram R$ 2,1 milhões para tornar suas ações conhecidas (serviços gráficos, locação de áudio e vídeo e demais serviços do tipo). Os políticos gastam mais que alimentação até em pagamento de assinatura de jornais, de TV a cabo e de internet – no que gastaram R$ R$ 617 mil desde fevereiro.

Confira os demais números referentes aos gastos dos parlamentares no observatório Na Conta do Deputado, mantido pelo Livre.jor com base na transparência ativa da Assembleia Legislativa do Paraná. De forma fácil e intuitiva, ali você pode gerar relatórios em gráficos por rubricas, por deputado, por período ou ainda por grupo de tipos de gastos. Os dados foram atualizados com as informações de setembro, último mês disponibilizado pela Alep.

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