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Sucatas viram abrigo para casais transarem em cidade no interior do Paraná

Sucatas viram abrigo para casais transarem em cidade no interior do Paraná

Casais estariam abusando da “tranquilidade” de um terreno baldio, na cidade de Santo Antônio do Paraíso,  para praticarem o amor livre e desinibido. De cama, carros oficiais supostamente abandonados ali pela prefeitura por serem sucata. Sem contar a denúncia de descarte irregular de lixo hospitalar no mesmo lugar.

Pode parecer mentira, mas esse é o teor de um inquérito civil aberto pelo Ministério Público do Paraná. Maria Lima, vizinha desse terreno baldio que tudo atrai, queixou-se à Promotoria do Meio Ambiente e Ricardo Basso, da Comarca de Congoinhas, no Norte Pioneiro, abriu uma investigação (a imagem desta postagem tem o extrato da notícia).

De onde nós tiramos isso? Da lista de investigações recém abertas pelo MP-PR, que saiu publicada terça-feira (25), na edição 9.522 do Diário Oficial do Estado.  São 735 apurações em curso, nas mais diversas áreas. Se faltava uma prova que ler todas elas não é chato, já não falta mais – esse argumento cai por terra com o terreno baldio de Santo Antônio do Paraíso.

Dessa investigações, 420 são procedimentos preparatórios (“suspeitas leves”) e 315 são inquéritos civis (“indícios fortes”). A maior parte delas são pedidos por medicamentos, que ficam por conta da Promotoria de Saúde – 130 nesta edição do DOE. 114 são casos sobre irregularidades relacionadas a políticos, gestores e servidores públicos. Sobre Meio Ambiente, são 36.

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Por hábito, desde que começamos o projeto Livre.jor, de jornalismo a partir de informações públicas de qualquer natureza, temos divulgado quando essas relações de investigações do MP-PR são publicadas. Só fica a ressalva que ninguém citado nesses documentos é réu, sequer culpado de qualquer coisa.

Nesta fase, o Ministério Público busca provas para embasar ações judiciais futuras, quando os citados terão o direito à ampla defesa – portanto, até sentença transitada em julgado, são inocentes. Muitas vezes, os inquéritos são arquivados e nem se desdobram nisto. Tem que ficar de olho. Ah, se você não se interessa por sensacionalismo barato (desculpem, não resisti – e é uma pena não podermos deslocar um repórter até lá), reparem na imagem que preparamos. Ali tem três casos bem mais sérios.