Em dezembro passado o governo federal deflagrou campanha publicitária para mostrar a urgência da aprovação da proposta de Reforma da Previdência. Você já soube aqui no Livre.jor que isto custou R$ 38 milhões até maio. Sabe até que uma pesquisa apontou que a campanha é vazia e impõe o medo. Mas sabia que existem outras pesquisas sobre a campanha?

Isso mesmo, foram ao menos seis as pesquisas que abordam a reforma da previdência e até avaliação do governo. E temos elas aqui para você. Todas conseguidas pelo Livre.jor com base na Lei de Acesso à Informação.

 

A primeira delas é de agosto de 2016, com objetivo específico de “levantar as percepções da população brasileira sobre a atual proposta de Reforma da Previdência”. O resultado da pesquisa apontou que a reforma era um “assunto que ainda não chegou de maneira consistente aos participantes”. Nas recomendações, sugeria-se à época uma campanha de divulgação e detalhamento sobre as “projeções negativas que envolvem essa questão”, e que com isso o governo impulsionaria o entendimento da população frente à reforma.

Depois desta pesquisa, o tema voltou a ser avaliado em novo levantamento em setembro de 2016, desta vez para ver a reação da população sobre o governo. A campanha publicitária também é ressaltada nas recomendações para debate sobre o tema, cujos dados sobre a reação apontam a “prevalência da avaliação negativa da Previdência Social no Brasil e a discordância predominante de algumas medidas propostas para a Reforma da Previdência”.

Depois de deflagrada a campanha, são realizadas novas pesquisas sobre as peças publicitárias, em janeiro e em março, e também sobre a avaliação do governo, em janeiro e em fevereiro.

Quatro meses após o lançamento da campanha e seis meses após a primeira pesquisa realizada pela Secom um novo levantamento sobre a reação da campanha milionária do governo federal revelou que as impressões eram de que as peças publicitárias são vazias, sem apelo de conteúdo e que atuam pela impressão do medo. De acordo com o resultado do levantamento, realizado pela Mood Pesquisas, as informações veiculadas pela campanha são consideradas “genéricas demais, imprecisas, superficiais e para alguns até mesmo mentirosas”.

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