O Congresso já é deles – o que, por extensão, quer dizer que o Supremo também será.
Mas a eleição de Flávio Bolsonaro dará à extrema direita um domínio jamais visto, em tempos democráticos, sobre os Três Poderes.
E não estamos falando de qualquer grupo político. Sabemos o que a extrema direita deseja porque ela mesma diz: libertar condenados por uma tentativa de golpe de estado; cassar o ministro do Supremo responsável pela condenação (e não por eventuais condutas impróprias dele com um ex-banqueiro que Flávio chama de “irmãozão”); destruir qualquer chance de sobrevivência da Amazônia e seus povos; impor retrocessos em direitos de populações minoritárias ou minorizadas (“ou a minoria se curva à maioria, ou ela desaparece”).
Tudo isso conduzido por um político com fortes e fundadas suspeitas de envolvimento com a milícia e o crime organizado, e disposto a entregar os rumos do país aos desejos de um outro autocrata, o que governa os Estados Unidos.
É um caminho sem volta – inclusive para a jovem e problemática democracia brasileira.
Por isso, não tem outra escolha. Precisamos votar no segundo turno, neste domingo. E a única candidatura capaz de garantir alguma continuidade da democracia brasileira é a de Luiz Inácio Lula da Silva.
Neste domingo, a Livre.jor vota 13.