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Com 5 x 5, impeachment de Bolsonaro segue empatado na bancada do Paraná

Com 5 x 5, impeachment de Bolsonaro segue empatado na bancada do Paraná

Você já cobrou seu parlamentar hoje? Acontece que a bancada federal do Paraná segue dividida em relação ao impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Dos 30 deputados federais, são 5 a favor, 5 contra e 20 em cima do muro sobre apear, ou não, o político da condução do Brasil. A contagem foi feita pelo portal Adeus Bolsonaro e parece usar critérios mais exigentes que a ferramenta Placar do Impeachment, consultada pela Livre.jor, em janeiro, para reportar que o empate estava em 6 a 6.

Segundo o Adeus Bolsonaro, quem apoia o impeachment são Aliel Machado (PSB), Enio Verri (PT), Gleisi Hoffmann (PT), Luciano Ducci (PSB) e Zeca Dirceu (PT). Os defensores do presidente seriam Aline Sleutjes (PSL), Aroldo Martins (Republicanos), Diego Garcia (Pode), Filipe Barros (PSL) e Sargento Fahur (PSD). Como o assunto é delicado, e essa aferição é bastante subjetiva, o ideal será ponderar as duas ferramentas, o Adeus e o Placar.

O Adeus Bolsonaro diz só assinalar o provável voto do político quando o posicionamento do deputado federal não gera dúvidas na equipe do projeto, mas o site não disponibiliza o conjunto de fatos avaliados nesta análise. Já o Placar é mais transparente sobre o critério, linkando tweets e declarações a jornais, por exemplo, para validar a pecha de a favor do impeachment ou contra a retirada de Bolsonaro do Executivo.

Para o Placar, a votação na bancada do Paraná estaria 6 a 10, com vantagem para Bolsonaro. É que eles incluem Gustavo Fruet (PDT) no grupo pró-impeachment e Paulo Martins (PSC), Pedro Lupion (DEM), Reinhold Stephanes Júnior (PSD), Ricardo Barros (PP) e Boca Aberta (Pros) entre os bolsonaristas, desequilibrando a balança desenhada pelo Adeus. Até o momento, 122 pedidos de impeachment foram protocolados na Câmara Federal.

No cenário nacional, Adeus e Placar dão vantagem para o grupo pró-impeachment: 105 a 41 e 112 a 79, respectivamente. A dúvida é se as novidades trazidas pela CPI da Pandemia, que agora se debruça sobre a compra da vacina indiana Covaxin, sobre a qual há suspeita de corrupção ativa, irá reverberar no posicionamento dos deputados estaduais. A conferir.

Desde 2014 ricocheteando no pavilhão auditivo dos poderosos.

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